sábado, 9 de maio de 2015

O PSIQUISMO DOS LARES E AMBIENTES:

O psiquismo do ambiente induzindo atitudes e emoções

Toda energia tem uma vibração. A identidade desta vibração é a freqüência em que ela vibra. Um ambiente apresenta, mesmo de forma invisível e sutil, uma freqüência característica.

As emoções, pensamentos e atitudes das pessoas que ali vivem se somam às vibrações características dos materiais de construção, móveis, utensílios, bem como a geobiologia do local.

A soma disso tudo gera um produto único, uma resultante. Sendo que o psiquismo é a influência de maior peso nessa soma.

O psiquismo local é uma energia invisível aos olhos físicos, mas totalmente ativa nos níveis mais sutis. Ele fica gravitando sobre as pessoas que ali vivem, estimulando-as a ter atitudes condizentes a essa vibração. Por isso é um forte indutor de comportamentos. Ele tem poder de fazer verter emoções e pensamentos específicos nas pessoas.

Esse é o segredo! Compreender o psiquismo local de cada ambiente e aprender a modificá-lo positivamente, tornando-o elevado. Assim, mesmo que um dia você chegue em casa, cansado, estressado, irritado, basta que você fique por algum tempo presente nessa atmosfera (que você já teve o cuidado de preparar), e ela o ajudará a mudar sua vibração, fazendo com que se sinta melhor, pois teve sua freqüência alterada, o que quer dizer, influenciada pelo próprio psiquismo.
Essa é a meta, (principalmente, em nossos lares) fazer com que os ambientes se tornem verdadeiras fontes de energia benéfica.

Já o psiquismo de dor, doença e depressão, quando instalados em um ambiente, vão produzir, mesmo nas pessoas mais saudáveis e felizes, vibrações (entenda como sensações) intensas de infelicidades e dores físicas.

A pergunta a ser feita é: Como está o psiquismo do seu lar ou trabalho? E do seu carro?

Isso é importante, porque o psiquismo é essa energia que gravita em todos os ambientes, mesmo que você não enxergue, ele está presente, ditando a freqüência vibratória do local. Cada lar, cada escritório de trabalho, cada prédio comercial, hospital, delegacia, penitenciária ou escola, têm seu psiquismo próprio, totalmente moldável, plástico.

Lembre-se, o psiquismo denso de um local pode fazer você agir de uma maneira a qual você não gostaria!
por
Bruno J. Gimenes
http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=16940

quarta-feira, 22 de abril de 2015

CASA COM ALMA, CASA SEM ALMA .



Para refletir o que seria uma casa com alma é fundamental, antes de tudo, tentarmos entender o significado da palavra ALMA.
ALMA = ÂNIMA que é o termo do latim que dá origem à palavra portuguesa “alma”, e refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo. Logo, “Alma” é aquilo que é animado, ou o que confere movimento, que faz mover.            
Neste caso, entende-se que uma casa com alma se caracteriza pelo fato de que nela os moradores sentem que podem se mover livremente. Não apenas no movimento físico, mas também da fluidez de emoções e pensamentos. Uma casa com alma, portanto, é o espaço no qual os moradores exercem sem restrições os movimentos que lhes são confortáveis, no qual se sentem confortáveis para expressar suas características mais íntimas e particulares. A casa com alma é feita da mesma substância da qual são feitos seus habitantes, ela não somente reflete a personalidade dos moradores, mas nutre o universo mental deles.    
                                                                                                    
A casa com alma abriga momentos que fortalecem a identidade de quem nela vive. Como uma caixa de som, ela reverbera as ideias, os sentimentos e as ações dos moradores. Como um espelho, ela reproduz os movimentos dos habitantes. Como um jardim, a casa com alma oferece um solo fértil para germinar e florescer o que faz seus habitantes felizes. Como um diário, ela registra as alternâncias vividas pelos moradores em todas as áreas da vida. Ela se ilumina, se abre ou se fecha no ritmo das vivências dos habitantes. A casa com alma é uma casa viva.
Sendo assim, a alma de uma casa é cultivada pelo uso que os moradores fazem dos ambientes nos quais habitam. Se ao usarem a casa os moradores fizerem o que gostam, da forma que desejarem e no tempo que lhes for necessário, a casa estará em movimento, será animada, terá alma. Se o uso cotidiano da casa, contudo, é destituído do envolvimento afetivo e cognitivo de seus moradores o espaço doméstico não terá vida, será um corpo sem alma.
Atualmente, muitas casas tornaram-se meros dormitórios, espaços nos quais as pessoas apenas dormem e fazem sua higiene pessoal. Para os habitantes dessas casas, o lazer, a alegria, a diversão, o prazer, a busca de conhecimento, as relações pessoais, os sonhos, o relaxamento, tudo é vivido fora da casa. Até mesmo a tristeza, a dor, o sofrimento, a solidão, são expressos em outros espaços que não o doméstico. Nestes casos, todas essas casas são hospedarias, mas não lares.   
Uma casa sem alma, enfim, é aquela na qual os moradores não se sentem consistentes com a própria natureza. Para que a casa tenha alma, seus habitantes precisam poder e querer mover-se por ela em acordo com o que sentem e pensam. A vida de uma casa, sua alma, portanto, é criada e cultivada pelas ações daqueles que a habitam.
Do ponto de vista simbólico, a casa representa a nossa psique, ou seja, as várias instâncias da nossa mente consciente e inconsciente. Nesse sentido, a casa, assim como a mente, expressa o conteúdo cogntivo e emocional que nos constitui como indivíduos distintos do grupo. Psicologicamente falando, isso faz da casa um repositório das nossas vivências físicas, afetivas e intelectuais.
A nossa memória, nossa história de vida, encontra no espaço doméstico um lugar favorável de expressão. Em função disso, a forma como organizamos nossa casa pode dizer muito sobre como nos sentimos, como pensamos e como atuamos no mundo. A casa seria quase um espelho da percepção que temos de nós e do mundo num determinado momento da nossa vida. Ao mesmo tempo, a casa oferece pistas valiosas dos valores e crenças que nos caracterizam num nível mais profundo, melhor dizendo, o espaço que habitamos espelha tanto nossos comportamentos atuais quanto traços mais permanentes da nossa personalidade.
Aprendendo a nos perceber melhor, aprendemos também a perceber o outro e ao ambiente, nos tornamos mais receptivos aos conteúdos subjetivos e objetivos do mundo à nossa volta, pois esses conteúdos já não mais nos agridem ou sobrecarrega. Como em nossa época ter tempo para si e para os outros é cada vez mais raro, a simplicidade – seja na decoração, na arquitetura, ou no estilo de vida como na forma de vestir-se, comer e divertir-se – surge como uma possibilidade de aliviar nosso corpo e mente, restituindo às nossas vidas um pouco do tempo roubado pelo excesso de tarefas profissionais, sociais e domésticas. Ou seja, restitui à casa o lugar de refúgio e abrigo, que é tão essencial ao nosso bem-estar físico e psicológico.


fonte angelitascardua.wordpress.com




terça-feira, 14 de abril de 2015

Quando vc entra em casa vc se sente bem?


Vc já parou para se perguntar porque sua casa é sempre uma bagunça ou porque a sua casa é sempre arrumadinha demais? Quando vc entra em casa vc se sente bem? Já pensou nisto? Isto lhe incomoda?
Casa, lugar de privacidade, onde se faz necessário protegê-la dos indiscretos olhares, porque ali, como já se sabe, revelam-se as personalidades daqueles que a habitam.Tudo ali, compõem um relato de vida, mesmo antes que seus moradores pronunciem a mínima palavra. Com um olhar mais observador percebe-se rapidamente a confusão dos fragmentos de uma história familiar, através de encenações destinadas a passarem ao visitante, imagens positivas de cada componente, mas que ao mesmo tempo e involuntariamente deixa-se escapar a maneira mais íntima de viver e de sonhar que cada um possui. A casa é o território onde flutua um que, de perfume secreto, falando de um tempo perdido, de um tempo que jamais voltará e que poderá também falar de um outro tempo que ainda virá, um dia, quem sabe. Olhando - se mais profundamente, percebe-se o quanto a casa não é discreta, pois ela confessa sem nenhum disfarce até mesmo o nível de renda e as ambições sociais de seus moradores. Tudo nela fala sempre e muito. Ela se transforma numa testemunha bem informada e torna-se cúmplice de todas as atitudes de seus moradores. (Certeau, 2003).
Quando um indivíduo constrói ou decora sua casa ou mesmo um ambiente, ele quer imprimir e se mostrar tal como é e também quer lembrar de si mesmo e ter em sua mente como ele poderia idealmente ser. E complementa afirmando que quando uma pessoa se identifica com determinada construção ou decoração, é porque a arquitetura refletiu os valores daquela pessoa.

Para Botton (2007), uma fachada ou um interior de uma edificação pode ser: aristocrática, esnobe, assustadora, ameaçadora ou acolhedora, pode também remeter-se ao passado ou direcionar-se ao futuro. E continua comentando que toda obra de arquitetura mostra uma visão ou não de felicidade, acrescentando que o equilíbrio que se aprova na arquitetura, e que se consagra com a palavra “belo”, refere-se a um estado que, num nível psicológico, pode-se descrever como saúde mental ou felicidade.
Ao se deparar com um ambiente não agradável, sombrio e mal tratado pode-se levantar uma ligeira desconfiança quanto ao que está faltando na vida de quem ali habita, enquanto outro ambiente ensolarado, revestido com belos tecidos e bem cuidado é capaz de dar sustentação às maiores esperanças. E muitas vezes, uma simples mudança de iluminação, uma pintura na parede ou apenas uma troca de um móvel de lugar em um ambiente, pode ser o suficiente para proporcionar, mesmo que por pouco tempo, um bem estar imenso naquele que ali habita.

Apesar de uma casa não dar soluções para uma grande parte dos problemas que afligem seus ocupantes, seus aposentos podem ser as evidências de uma felicidade ou de infelicidade, nas quais a arquitetura deu a sua contribuição.
Acrescenta que a motivação dos moradores que vivem em uma mesma casa, para explorar ou interagir com o mundo externo, tem a mesma intensidade e a mesma dimensão dos sonhos que esta casa lhes permite abrigar.

Porém, Certeau (2003) em contra partida, chama atenção por outro foco, quando observa que quanto mais exíguo se torna o espaço próprio, mais ele é entulhado de aparelhos e de objetos. Sendo preciso densificar estes lugares pessoais, materiais e afetivos para tornarem-se territórios onde se possam enraizar o micro cosmos familiar, o lugar mais privado e mais importante para seus moradores. A necessidade que muitas pessoas têm de acumular muitos móveis, objetos e utensílios dentro de casa é inversamente proporcional às áreas que estes habitam, não existindo equilíbrio entre o interno e o externo. Os sonhos não realizados, a ganância do ter, reter, de não abrir mão, falam mais alto dentro de cada uma e que acabam não deixando espaços para que as energias afetivas e acolhedoras de um verdadeiro lar possam fluir com harmonia. A mesma observação pode ser feita, quando espaços amplos demais estão extremamente vazios, sem cor e sem objetos, levando a se questionar o que poderá estar faltando a estes moradores diante de tanto vazio físico.


Le Corbusier (1887 - 1965)

Personagem complexo, gênio criativo e extravagante espírito livre. Le Corbusier, pseudônimo de Charles - Edouard Jeanneret, nasceu em 6 de outubro de 1887 na cidade suíça de La Chaux-de-Fonds e é considerado o arquiteto mais importante do século 20. Foi o mais influente representante do movimento moderno, termo que engloba as diversas experiências arquitetônicas desenvolvidas a partir dos primeiros anos do século passado, voltadas à renovação das características expressivas, à racionalização dos elementos e à simplicidade funcional. Revolucionou o modo de pensar, projetar, construir, "sentir" a arquitetura e a cidade. Ele soube como ninguém conciliar as polaridades contidas nos elementos que caracterizam a modernidade: arte e técnica, regra e arbitrariedade, geometria e natureza, luz e sombra, continuidade e ruptura.