Vc já parou para se perguntar porque sua casa é sempre
uma bagunça ou porque a sua casa é sempre arrumadinha demais? Quando vc entra
em casa vc se sente bem? Já pensou nisto? Isto lhe incomoda?
Casa, lugar de privacidade, onde se faz necessário
protegê-la dos indiscretos olhares, porque ali, como já se sabe, revelam-se as
personalidades daqueles que a habitam.Tudo ali, compõem um relato de vida,
mesmo antes que seus moradores pronunciem a mínima palavra. Com um olhar mais
observador percebe-se rapidamente a confusão dos fragmentos de uma história
familiar, através de encenações destinadas a passarem ao visitante, imagens
positivas de cada componente, mas que ao mesmo tempo e involuntariamente
deixa-se escapar a maneira mais íntima de viver e de sonhar que cada um possui.
A casa é o território onde flutua um que, de perfume secreto, falando de um
tempo perdido, de um tempo que jamais voltará e que poderá também falar de um
outro tempo que ainda virá, um dia, quem sabe. Olhando - se mais profundamente,
percebe-se o quanto a casa não é discreta, pois ela confessa sem nenhum
disfarce até mesmo o nível de renda e as ambições sociais de seus moradores.
Tudo nela fala sempre e muito. Ela se transforma numa testemunha bem informada
e torna-se cúmplice de todas as atitudes de seus moradores. (Certeau, 2003).
Quando um indivíduo constrói ou decora sua casa ou mesmo
um ambiente, ele quer imprimir e se mostrar tal como é e também quer lembrar de
si mesmo e ter em sua mente como ele poderia idealmente ser. E complementa
afirmando que quando uma pessoa se identifica com determinada construção ou
decoração, é porque a arquitetura refletiu os valores daquela pessoa.
Para Botton (2007), uma fachada ou um interior de uma
edificação pode ser: aristocrática, esnobe, assustadora, ameaçadora ou
acolhedora, pode também remeter-se ao passado ou direcionar-se ao futuro. E
continua comentando que toda obra de arquitetura mostra uma visão ou não de
felicidade, acrescentando que o equilíbrio que se aprova na arquitetura, e que
se consagra com a palavra “belo”, refere-se a um estado que, num nível
psicológico, pode-se descrever como saúde mental ou felicidade.
Ao se deparar com um ambiente não agradável, sombrio e
mal tratado pode-se levantar uma ligeira desconfiança quanto ao que está
faltando na vida de quem ali habita, enquanto outro ambiente ensolarado,
revestido com belos tecidos e bem cuidado é capaz de dar sustentação às maiores
esperanças. E muitas vezes, uma simples mudança de iluminação, uma pintura na
parede ou apenas uma troca de um móvel de lugar em um ambiente, pode ser o
suficiente para proporcionar, mesmo que por pouco tempo, um bem estar imenso
naquele que ali habita.
Apesar de uma casa não dar soluções para uma grande parte
dos problemas que afligem seus ocupantes, seus aposentos podem ser as
evidências de uma felicidade ou de infelicidade, nas quais a arquitetura deu a
sua contribuição.
Acrescenta que a motivação dos moradores que vivem em uma
mesma casa, para explorar ou interagir com o mundo externo, tem a mesma
intensidade e a mesma dimensão dos sonhos que esta casa lhes permite abrigar.
Porém, Certeau (2003) em contra partida, chama atenção
por outro foco, quando observa que quanto mais exíguo se torna o espaço
próprio, mais ele é entulhado de aparelhos e de objetos. Sendo preciso
densificar estes lugares pessoais, materiais e afetivos para tornarem-se
territórios onde se possam enraizar o micro cosmos familiar, o lugar mais
privado e mais importante para seus moradores. A necessidade que muitas pessoas
têm de acumular muitos móveis, objetos e utensílios dentro de casa é
inversamente proporcional às áreas que estes habitam, não existindo equilíbrio
entre o interno e o externo. Os sonhos não realizados, a ganância do ter,
reter, de não abrir mão, falam mais alto dentro de cada uma e que acabam não
deixando espaços para que as energias afetivas e acolhedoras de um verdadeiro
lar possam fluir com harmonia. A mesma observação pode ser feita, quando
espaços amplos demais estão extremamente vazios, sem cor e sem objetos, levando
a se questionar o que poderá estar faltando a estes moradores diante de tanto
vazio físico.
Parabéns, Fatima! Muito sucesso em seu novo blog! Estarei acompanhando todas as postagens! Sinto-me bem em minha casa desde que foi feita a reforma muito bem planejada por você! Obrigada!!! beijos!
ResponderExcluirQue bom Andressa, fico feliz por isso. bjss
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